Blog da Clave

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O que aprendi atendendo mais de 90 empresas nos últimos 2 anos

Estive à frente de todos os projetos da Agência Clave – Criação de conteúdo digital, e atendi pessoalmente todos os clientes que necessitaram de nossos serviços.

Fiz desde consultorias (cerca de 50% deles) até uma simples tomada de briefing.

Em muitos casos tive que entrar de cabeça no projeto destes clientes, entender suas motivações econômicas e filosóficas, as que mantêm seus respectivos projetos.

Afinal, escrevemos textos sobre estas empresas e é preciso ser coerente e representar a realidade, destacar o que elas possuem de melhor.

Sou relações públicas e trabalho com conteúdo e imagem digital focado no Marketing Digital, portanto é natural que esta lista de lições que aprendi durante estes atendimentos, sejam direcionadas para o relacionamento entre empresas e seus públicos (clientes, parceiros, funcionários, fornecedores, etc.).

Todo negócio tem como base os relacionamentos, por isso a importância deste texto, na minha opinião.

Isso também explica o porquê é importante oferecer um excelente atendimento seja qual for seu negócio.

 

 

Para quem será útil este artigo?

 

Este artigo será útil principalmente para empresas que prestam serviços ou empresas B2B. Mas também para empresas onde o produto é impalpável ou minimamente subjetivo, como o nosso de criação de conteúdo, ou seja, para a maioria das prestadoras de serviços.

Para empresas que fabricam ou comercializam produtos físicos, terá uma utilidade menor, mas, leia mesmo assim, vai valer a pena.

 

Perfil destas empresas que atendi

 

Antes de listar cada lição absorvida no atendimento destes últimos 2 anos, é importante saber o porte e a proporção delas. Um levantamento rápido em meus controles aponta estes números aproximados:

 

5%  Empresas iniciais: que não possuem nada na internet e precisam começar tudo do zero;

10%  Empresas de pequeno porte: em sua maioria, o dono e uma equipe menor que 5 colaboradores;

20%  Empresas pequenas: com dois funcionários, geralmente sócios ou o dono e um ajudante;

65%  Grandes empresas: com altos faturamentos e grande equipe de colaboradores.

 

Cerca de 60% delas situam-se em São Paulo e as demais espalhadas por todo o Brasil. Em mais de 90% dos casos tratei diretamente com o dono da empresa ou familiar com alto comando. Apenas em 10% dos casos falei com o responsável pelo Marketing ou Comunicação da empresa.

 

Método para formular esta lista (pule direto pra lista se já estiver ansioso)

 

Claro que o aprendizado é amplo demais, é muito conteúdo. Determinei, então, que os itens mais relevantes e que mereciam compor esta lista são os que foram comuns a todas as empresas (alguns coincidiram entre a grande maioria), pois, assim, seria uma lista relevante para boa parte dos leitores, como você, por exemplo!

Não é um ranking. A ordem das lições que aprendi não obedecem a nenhuma hierarquia. É importante não classificar nenhum item acima do outro, todos são igualmente importantes. Resolvi enumerar apenas para organizar as informações.

Por que decidi fazer este compilado de aprendizagem e tornar o texto público?

 

Notei que os responsáveis com que conversei de cada empresa compartilharam muitas informações riquíssimas de experiências positivas e negativas, e sempre agregaram para o atendimento seguinte. Eu, instintivamente, usava isso nos atendimentos posteriores para indicar ações ou apontar o que poderia ou não funcionar.

Então, passei a classificar este aprendizado conscientemente e alguns deles pretendo compartilhar aqui (não todos, afinal tenho que garantir certa vantagem competitiva).

No entanto, separei os que tem potencial de impactar positivamente qualquer negócio, quero que seja útil para quem tiver acesso a este artigo em nosso blog.

Minha expectativa é que mais pessoas compartilhem nos comentários experiências semelhantes e até opostas, pretendo receber críticas e sugestões para maximizar o meu aprendizado e compartilhar elas aqui em futuras edições neste artigo. Por isso, comente depois que ver a lista, seja o que for, vai tornar o conteúdo mais rico.

Com isso em mente, pensei que poderia ser um bom conteúdo para todas as empresas… Logo, o resultado é este artigo que está lendo. Aproveite!

 

 

 

1. Quando ouvir “Pode me fazer um desconto” traduza para “quero fechar com você, mas não estou 100% seguro”

Quem já fez negócios comigo, tomou consulta ou só bateu um papo (geralmente de horas) já me ouviu dizer algo parecido. Defendo para que meus clientes pensem assim e atuo em meus negócios da mesma forma. Mas vou explicar...

Normalmente, os descontos solicitados não vão impactar na verba do cliente, mas ter a “sensação” de estar pagando menos, ou melhor de “ter levando uma vantagem”, por menor que seja, ajuda a trazer mais segurança ao contratar você. Então devo ceder?

Não! Nunca...

Aqui cabe minha experiência pessoal para exemplificar: Eu faço o cálculo do valor de meus serviços da forma mais justa que eu puder, deve pagar bem a equipe e ter uma boa margem de lucro, cobro o menor valor, mas que atende tudo isso e garanta qualidade excelente.

No meu caso, dar um desconto implica em duas coisas extremamente negativas: 1º - eu comprometo meu lucro ou a remuneração da equipe ou a qualidade do que eu entrego; 2º - Incoerência: Se eu concedi o desconto porque já não cobrei mais barato? É um “vai que cola?” O cliente pode não concluir isso, mas vai sentir algo parecido se ele for uma pessoa justa.

Então como proceder?

Meu conselho nestes casos é trabalhar mais o valor percebido que o cobrado, ou seja, brigue com seus concorrentes na qualidade e não no preço.

Mais claro? Ok! Não dê desconto, dê segurança.

Voltando ao meu exemplo... Foram raras as vezes em que concedi desconto, e geralmente concedi pedindo um prazo maior ou pagamento antecipado, pois isso diminui meus custos e repasso isso para o cliente. Coerência é importante! Recebo o mesmo e todo mundo fica feliz.

Normalmente, apenas nego e dou mais garantias. Meu atendimento é exclusivo e sempre estou disposto a conversar e ouvir, entrego mais que meus concorrentes e busco a melhor qualidade em tudo, entre outras garantias. Sem exagero, isso garante a conversão de mais de 90% nestes casos sem conceder o desconto.

Lembre sempre, se o cliente disser “quero fechar com você hoje, mas faz um desconto” ou “seu concorrente fez mais barato”, ele já tem a propensão de fechar com você, ele só quer segurança, dê isso a ele e ambos vão ser felizes.

2. Nem sempre o cliente quer ouvir um SIM

Pode me dar um desconto? Pode me entregar antes do prazo? Pode me fazer isso que está fora do seu escopo? Você sabe fazer isso?

Imagine responder 'não' para todas estas perguntas e, depois de tantos nãos, o cliente sair satisfeito?

Claro que a resposta negativa é para uma realidade em que não se pode cumprir o pedido, não é antiprofissional dizer que não tem capacidade de entregar algo. Pelo contrário, é o que se espera de um profissional e de uma empresa séria.

Tive contato com muitas empresas que internalizaram a filosofia de sempre dizer sim para o cliente e onde falar não é pecado ou, no mínimo, grosseiro.

A grande maioria dessas 90 empresas que atendi sabem dizer 'não' e conquistam uma confiança ainda maior do cliente, pois quando ouvem um 'sim' deles, este tem muito mais valor. Os clientes aprendem que o 'não' é para o próprio bem do projeto.

Aqui estamos tratando da realidade em que não pode atender um pedido, isso é comum em grandes, médias e pequenas empresas, não existe uma empresa capaz de fazer tudo.

3. Toda relação em que uma das partes ou ambas dependem, é uma relação fadada ao fracasso

Pare e pense, se você não quer manter uma relação de trabalho com alguém, mas é obrigado por alguma multa contratual ou porque depende por outro motivo, a sua produção será a mesma se trabalhar insatisfeito?

As relações de dependência podem ser as mais variadas. Uma multa contratual, ou você só tem um fornecedor para seu produto que mais vende, monopólio, um cliente é responsável pelo grosso de sua renda e inúmeras outras situações.

Quando você depender de uma relação, você se submeterá a vontade do outro lado e para isso, normalmente, você precisará abrir mão de muitas coisas. Algumas vezes envolvem crenças, valores e, em alguns casos, a dignidade da pessoa que comanda a empresa.

Trabalhar insatisfeito, por si, compromete a capacidade de produção, agora, trabalhar sem dignidade compromete suas relações. Assim, como disse anteriormente, as relações são a base de qualquer negócio.

Não desenvolver relações de dependência vale para tudo na vida e pode ser encarado como uma máxima de vida, afinal, imagine um vínculo amoroso onde uma das partes é dependente afetivamente... Esta parte vai precisar de terapia em algum momento da vida, além de ser incapaz de fazer a outra feliz.

Aqui na Clave não tenho contratos com período mínimo, mantenho meus clientes contando com a vontade deles em estar comigo. É a relação mais saudável possível. Meu trabalho se resume em mantê-los satisfeitos. Se eu manter isso, eles vão ser fiéis e ainda me recomendar.

Isso é tão bom que gostaria muito que todos eles aplicassem em seus negócios. Se todos agissem assim, nossa sociedade seria mais saudável, mas tenho consciência que isso é uma ação para os virtuosos e justos.

Não é fácil e nunca vai ser, mas vale muito o esforço.

4. O coração manda mais nas decisões de negócios que a mente

O clássico conflito entre a razão e o sentimento...

Vou frisar aqui novamente: o sentimento é quem decide se vai fechar o negócio.

Claro, não é só o sentimento, ele não é o único fator de decisão, mas ele é o que você deve alcançar de seu cliente ou parceiro para fechar o negócio.

Podemos entender como sentimento nos negócios os mais comuns, como: segurança (item 1 desta lista); empatia; afinidade; vontade ou desejo; entre outros.

O sentimento, por parte do cliente, é percebido mais no início e no fim da negociação, geralmente quando vai tomar a decisão.

É importante considerar o sentimento e buscar alcançá-lo de forma positiva.

É ideal que o primeiro contato gere algo positivo, que se mantenha nas negociações e que o cliente esteja munido deste sentimento quando for tomar a decisão de fechar ou não com você.

A avaliação que ele fará de sua postura, serviços, atendimento e tudo mais que é subjetivo, não é cognitiva ou através de um método.

Imagine alguém criando fórmulas em uma planilha para avaliar o seu atendimento ou postura, é algo quase impossível de acontecer.

Eles avaliam cognitivamente, conscientes, com a razão e lógica, o valor, o que vai receber em troca, forma de pagamento, etc.

Mas, se tudo isso estiver na média, o que a pessoa sente em relação a você vai fazer com que ela decida por fechar contigo em detrimento de seus concorrentes.

Em muitos casos, nem a pessoa vai saber dizer o porquê fechou com você.

E como garantir bons sentimentos do seu cliente em relação a você?

Bom, existem muitas coisas que pode fazer. A imagem é a primeira preocupação que deve ter. A imagem é o que ele percebe em cada contato com você. A soma de todas as imagens percebidas por ele constrói sua reputação.

Não tem segredo, boa parte das dicas aqui nesta lista responde à pergunta.

Seja coerente sempre! Se for honesto e transparente em tudo, isso será natural, basta que se preocupe em mostrar isso.

A técnica vai variar de acordo com as particularidades de cada negócio. Poderia citar alguns exemplos, mas não convém tomar muito espaço aqui para eles, além de que, o que caberia aqui não cobriria sequer metade da realidade.

Portanto, se sentir a necessidade de exemplos dentro da sua realidade, pode falar diretamente comigo (Inbox) pelo WhatsApp, basta enviar seu número ou solicitar o meu pelo formulário de contato aqui ou em meu LinkedIn pessoal clicando aqui

Bora seguir a lista...

 

5. Amizade, amizade, negócios no meio! Quem separa negócios e amizades tem má intenção.

Exatamente isso!

Também pensei em um outro título “Trate seus clientes como trata um amigo”, mas aí ficaria menos atraente e não resume esta lição que aprendi:

Conclua comigo: se o seu serviço ou produto é bom, se você faz o seu melhor, se você é honesto, por que seu negócio não é bom para um amigo?

Quem criou e dissemina o dito popular “Amigos, amigos, negócios à parte”, claramente, é do tipo que deixa clientes e parceiros insatisfeitos, gosta de manter as pessoas dependentes dele para engolir sua dignidade como expliquei na lição 3 (eu sei... é forte a frase, mas é a realidade) e é o tipo de brasileiro acostumado com o “jeitinho brasileiro” de resolver as coisas.

Este prestador de serviço/ empresa que separa amizades de negócios, claramente tem más intenções em suas relações profissionais ao ponto de não ter coragem de oferecê-lo um amigo.

Não necessariamente é uma má pessoa. Se fosse má pessoa, ele ofereceria para um amigo de infância e o deixaria insatisfeito. Pessoas más dão golpes em amigos e familiares.

Mas estou falando do tipo de pessoa, que não é má, mas conserva más intenções de maneira inconsciente.

No Brasil, adotamos uma cultura em que algumas situações erradas, mas comuns, não são tão erradas assim e passam a ser encaradas como corretas. Como prometer mais do que pode cumprir ou cobrar mais do que vale alguma coisa, ou omitir dados, parecer ser e não ser, entre outras.

Encarar essas situações como normais e se consolar dizendo: “mas todo mundo faz” ou chamar propina de “um cafezinho”, são exemplos da forma que encontraram para se sentir bem consigo mesmo moralmente e dormir em paz.

Mas, a realidade é que não é correto. Portanto, indico que tratem e até desenvolvam amizades com seus clientes e parceiros, forneçam seus serviços para amigos, misture tudo isso. Se não consegue, reveja seus serviços, pode ser que esteja errando em alguma etapa, acerte isso e seja feliz.

O mais importante, e é algo que apliquei com sucesso nos meus negócios:

Trate um lead ou cliente que acabou de conhecer como seu amigo, olhe e fale com ele como você fala com seu amigo de infância. Uma pessoa que acabou de conhecer merece 100% de sua confiança, cabe a ela manter isso ou não.

Garantias nos relacionamentos não existem, só temos o voto de confiança, mas vou discorrer isso um pouco mais na próxima lição que aprendi.

Por hora, pense que se quer um voto de confiança de seu futuro cliente ou cliente atual para que ele pague e contrate seu serviço ou produto, faça sua parte primeiro e dê o voto de confiança.

6. Se decepcione com 10 relações para ter uma relação que valha por 20

Dispor de 100% de sua confiança para uma pessoa que acaba de conhecer é difícil e rende muitas decepções ao longo do caminho.

Vale ressaltar aqui que não estou dizendo para emprestar dinheiro ou passar a escritura de sua casa para uma pessoa que conheceu ontem, não é isso. Aliás, se uma pessoa que você conheceu ontem pedir algo assim ela já não fez por merecer 100%, talvez 90%, 80% ou menos, depende da situação.

Você tem a obrigação de dar seu voto de confiança assim que conhece alguém e, se a pessoa achar que vale a pena manter relacionamento com você, pessoal ou profissional, ela fará por merecer e, talvez, ser um amigo ou amiga fiel no futuro.

É uma ótima forma de selecionar pessoas boas para seguir a caminhada dos negócios com você, afinal, ninguém alcança seus objetivos sozinho.

As decepções fazem parte desta caminhada, é necessário passar por elas, mas por mais dura que sejam, uma pessoa que valha e mereça sua confiança vale por 20 ou mais. Ela apaga todas as suas decepções anteriores.

É preciso ter maturidade emocional, aprender a lidar com as decepções e superá-las.

Assim como as derrotas e as quedas de qualquer empreendedor, as decepções são um caminho para o sucesso e desenvolvimento de suas virtudes.

Perdoar não significa insistir na relação fracassada, mas, sim, livrar-se de mágoas e seguir em frente.

7. Inicie uma relação oferecendo e não pedindo

Iniciar uma relação nova apenas oferecendo, sem pedir nada ou oferecendo mais do que pedindo, pode parecer algo inconcebível para alguns e óbvio no trato com os outros.

A realidade? Raramente alguém atua no mundo dos negócios assim.

Em todas essas 90 relações eu sempre busquei oferecer algo e não pedir nada. Já atendi empresas que não me contrataram, mas passei mais de 3 horas prestando uma espécie de consultoria, mesmo sabendo que ele não iria me contratar.

Eu ofereço o que posso e não me custa muito. Na maioria das vezes, ofereço de boa vontade e com prazer, sempre. Inicialmente, de forma pessoal e instintiva, hoje em dia já faz parte de nossos processos e estudo implementar em nossa filosofia enquanto empresa.

Esta postura elevou nossas avaliações de atendimento e muitos clientes e parceiros classificaram nossa agência como excelente.

Outro grande benefício quando se oferece sem pedir nada, ou oferece mais do que pede é que a outra parte estará mais aberta para suas propostas futuras. Você rompe a barreira da desconfiança e, ao menos, a pessoa vai te ouvir e avaliar o que tem para dizer.

Isso só não vai funcionar se a outra parte não for uma pessoa correta, se ela for arrogante, se conserva nela uma postura esnobe, entre outras características próprias de pessoas desprovidas de virtudes. Existem muitas situações em que posturas como esta que defendo não vão funcionar, minoria, mas existem. Mas isso é bom, vai livrar você de relações ruins para os negócios e, para você pessoalmente, também.

Aquela empresa? A que prestei mais de 3 horas de consultoria e não fechou comigo?

Ela me indicou outras duas que fecharam e vieram já com uma boa percepção do meu atendimento.

Faça as contas que for, calcule o que precisar e sempre vai concluir: Você nunca perde quando oferece algo de boa vontade, aliás, você sempre ganha dobrado tudo aquilo que oferece.

8. O óbvio é a informação mais relevante

Pois é, às vezes não consideramos isso, mas é a uma realidade. O óbvio não só é a informação que deve dar, mas como é o que geralmente ninguém fala, e pior, tende a fazer o oposto.

Aqui será mais fácil dar um exemplo:

Foi muito comum, durante este período de crise econômica, falar com empresas que estavam vendendo menos, tiveram quedas expressivas decorrente da crise recente.

Algumas dessas empresas resolveram cortar custos e, salvo algumas variações, a frase que ouvia era a seguinte:

“Estou vendendo menos e tenho que cortar verba do marketing e da comunicação”

Vou traduzir para ficar claro:

“Estou vendendo menos, vou resolver diminuindo o setor que me faz vender mais”

É... parece aqueles tratamentos antiquados na medicina em que se tratava anemia drenando sangue do paciente.

Neste caso, o óbvio não foi visto pelo cliente e eu precisei alertá-lo que esta decisão não iria sequer remediar a crise, mas, sim, intensificá-la. Além do risco de levar a empresa a falência. Pode parecer simples, mas encontrei muita dificuldade em explicar isso, tive que usar até metáforas como a do tratamento de drenar o sangue.

E isso se repete diariamente em relação aos meus serviços e confesso que deixo passar muitas delas, que se eu alerto o cliente, evita muitos prejuízos futuros, mas estou fazendo o possível e evoluindo neste sentido junto com eles e prosperando no caminho correto.

Kotler já alertou que é comum dar muita atenção ao custo de realizar algo e nenhuma atenção ao custo de não realizar.

 

Considerações pessoais

 

Tem muitas mais lições que aprendi que mereciam estar nesta lista, mas não julguei ainda se convém colocar aqui. Pretendo editar futuramente e coloca-las.

Comente aqui o que achou e aponte se já lidou com alguma situação dessas ou se já aplicou alguma dessas lições e, também, os resultados que teve.

Se quiser bater um papo comigo sobre estas lições, eu estou sempre disponível e acessível. Mande mensagem pelo LinkedIn aqui  ou pelo formulário de contato com o seu WhatsApp, Skype, Hangout, ou o que preferir e vamos falar sobre estas lições. Tenho certeza que vou aprender mais com esta conversa e poder pautar futuras edições neste artigo.

 

 

Relações Públicas e fundador da Agência Clave. Blogueiro de diversas empresas e promotor de práticas digitais mais honestas e transparentes. Um eterno orgulhoso das boas avaliações que recebe de seus clientes. Um brasileiro otimista.

Como qualquer um pode escrever um artigo para blog que converta

 

 

Neste artigo vou compartilhar um passo a passo simples sobre como escrever um artigo para blog corporativo ou um blog para e-commerce.

 

Esta é a técnica padrão que usamos na Agência Clave para os textos dos blogs corporativos de nossos clientes.

 

Este artigo foi concebido para ser um guia prático. Aconselho que favorite este link para usar em futuras consultas.

 

Com clareza e transparência pretendo transmitir, didaticamente, nosso procedimento. Espero que ajude e que gere resultados.

 

Ao aplicar estas técnicas em seu blog, volte aqui e deixe nos comentários como foram os resultados, ficarei feliz em lê-los. Bora lá.

 

 

Como escrever um artigo para blog: processo

(índice deste artigo)

 

Como o objetivo é ser didático, terei que explicar mais profundamente alguns pontos, os que forem importantes para o entendimento do próximo item e, para compensar, vou evitar entrar em detalhes nos pontos onde já abordei a temática aqui neste blog. Para estes colocarei um link.

Fique à vontade para solicitar explicações extras ou mais conteúdo nos comentários.

Com exceção do título, os demais itens precisam seguir a ordem necessariamente, pois a concepção de um artigo não deixa de ser uma construção lógica onde o passo seguinte depende do elaborado no passo anterior.

como escrever um artigo para blog

 

 

 

Definir conteúdo e palavras-chave para um artigo de blog corporativo

 

Tudo se inicia pelo planejamento.

É necessário agir estrategicamente para concorrer em um mercado extremamente competitivo. Provavelmente, metade ou mais de seus concorrentes não planejam. Se você fizer já vai estar muito a frente deles. É importante!

Definir o conteúdo é simples, utilize métricas e dados que sua empresa ou projeto provavelmente já tem. Vou listar alguns:

 

Comentários de seus públicosFaça uma leitura dos comentários de seus públicos em seus canais como Facebook, site, e-mails, blog se já possui um, Reclame Aqui, etc. Verifique também o Facebook e Reclame Aqui de seus concorrentes diretos. Em seguida, faça uma lista de dúvidas que mais aparecem, como um ranking, e organize do tema mais requisitado ao menos. Vamos seguir esta ordem, afinal, queremos maximizar nossos resultados com o menor esforço possível. Veja um exemplo dentro da realidade da minha empresa:

como escrever um artigo para blog

Uma lista como esta é rica. Destacando apenas o primeiro item, podemos desdobrar em muitos conteúdos de interesse como: Como criar imagens para um blog; Como formatar textos para blog; O que um profissional precisa para escrever para blog; etc.

 

Google Analytcs   Existe uma sessão nas estatísticas de seu site que podem apontar uma direção para os assuntos de maior interesse de seu público. Escrever sobre eles vai aumentar muito a relevância de seu blog e, por consequência, o percentual de conversões. No menu esquerdo vá em COMPORTAMENTO/ Conteúdo do site ▼ / Páginas de destino.

Quando aparecer a relação de páginas classifique por duração da sessão > crescente (basta clicar no título), assim vai saber as páginas em que seu público ficou mais tempo e, provavelmente, a que despertou maior interesse. Veja o exemplo:

como escrever um artigo para blog

Como interpretar? Neste exemplo do site da Agência Clave a página em que a pessoa ficou mais tempo é sobre blog no marketing digital, logo, este conteúdo é atraente para minha audiência. Sei que um artigo como “este que vos escrevo” é relevante e desperta seu interesse. Você não precisa se limitar a primeira posição, é um ranking e pode usar as demais referências da lista. Não é um dado exato, mas isso potencializa muito a relevância de seu conteúdo.

 

Contato HumanoConsidero este o dado mais valioso. Fale com as pessoas que têm contato direto com o público desejado. Como comercial e atendimento se o alvo for os clientes por exemplo. Pergunte para essas pessoas o que o cliente mais anseia, o que ele mais pergunta e, principalmente, o que ele mais pede. Se for algo que possa virar um artigo… Pronto! Você tem uma informação valiosa nas mãos. Aqui cabe desenvolver sua capacidade de interpretar e classificar as conversas, quanto melhor mais precisa será sua aferição.

 

Para escolher a palavra-chave é relativamente mais simples: Eleja uma lista com palavras-chave que seu público em potencial utilizaria para encontrar serviços e produtos como o seu. Em seguida utiliza a ferramenta “planejador de palavras-chaves” do Google Adwords, se não tem uma conta, pode criar uma gratuitamente. Basta seguir o caminho:

como escrever um artigo para blog

Verifique suas palavras nesta ferramenta, e veja qual mais lhe convém usar. A escolha vai variar de acordo com a estratégia de campanha orgânica de cada um, mas, por regra, costuma-se escolher as palavras que possuem menor concorrência e, dentre elas, as que têm mais buscas mensais.

Escolha a palavra-chave quando escolher o tema, pois ambas precisam estar relacionadas. Deste modo, você irá aumentar significativamente sua colocação nas buscas orgânicas.

 

 

Como criar títulos de artigos para blog

 

O título deve necessariamente corresponder com exatidão ao conteúdo, não frustre sua audiência com promessas apenas para atrair cliques, isso será um tiro no pé.

Iniciei este item com uma advertência porque é muito comum o título “chama cliques” e isso é uma prática muito ruim para quem quer formar uma boa imagem e converter. Mas ainda assim, ele pode ser muito atraente, aliás, ele deve ser atraente… Irresistível, se possível.

Aqui usa-se a técnica de “gatilhos mentais”. Ela consiste em termos facilmente associados pela sua audiência, que fazem sentido para ela, seja positivo ou negativo, ambos são úteis.

Conheça bem seu público, procure conversar com amostras dele. Se você é o líder do projeto tem mais chances de ter essas informações prontas em sua mente, basta organizá-las. Proponho fazer da seguinte forma: (imagine que cada barra é um termo)

como escrever um artigo para blog

Faça esta lista com muito cuidado e dedicação, quanto mais assertiva, maior serão suas chances de conversão. A estrutura do seu título pode conter:

como escrever um artigo para blog

Vale lembrar que estes termos que fazem sentido para seu público alvo podem e deverão ser utilizados nas argumentações durante a confecção dos textos. É uma importante ferramenta para influenciar seu público.

Utilize sempre de forma ética e com verdade, jamais exponha mais do que tem a oferecer apenas pelo clique.

 

 

 

Formato de um texto para blog

 

Este ponto é o mais simples, porém um dos mais importantes. Este formato que vou apresentar visa dar mais organização para o conteúdo, facilitar o entendimento e manter a pessoa dentro da página.

Fazer com que ela se sinta bem é imprescindível, e logo que ela “bate o olho na página”, ela decide se quer ler ou não o conteúdo que você teve muito trabalho para fazer. As regras são;

 

:: Utilize subtítulos para separar os parágrafos que possuem uma distinção maior entre si. Como fiz neste artigo;
:: Escreva parágrafos curtos e com espaçamento duplo;
:: Use imagens e gráficos para ilustrar o conteúdo bem como uma imagem de capa;
:: Repita a palavra-chave escolhida cerca de 1,5% do tamanho do texto. Ex. texto de 250 palavras repita cerca de 3 vezes e utilize a palavra-chave no primeiro subtítulo;
:: Faça uso de listas com marcadores como esta aqui;
:: Utilize um espaçamento bom entre as linhas do texto a fim de dar respiro;
:: Use um tamanho de fonte bom para uma leitura confortável (neste caso vai depender do design de seu site).

 

Estes itens são obrigatórios, é o mínimo para gerar um texto para blog com boa leitura. Veja a comparação de uma página com e outra sem este formato. Qual você escolheria para ler primeiro?

como escrever um artigo para blog

 

Formato de conteúdo para blog corporativo

Diferente do formato do texto, o conteúdo é subjetivo, está no campo das ideias, mas para este também cabe formatação.

Existem diversos formatos, mas destaquei um muito simples. Consiste em uma técnica de jornalismo chamada “pirâmide invertida” onde a informação mais importante fica na base e a menos importante na ponta.

Acredito que, graficamente, é mais fácil de entender e gravar. Considere a parte mais escura da pirâmide como a informação mais importante e a mais clara, a menos.

Explore este formato. Você pode utilizar em diversas posições para estruturar o seu texto.

É essencial ter em mente a estrutura que está usando, por isso, os gráficos. Precisa saber onde, exatamente, deve colocar cada informação. Confira outros que proponho:

 

como escrever um artigo para blog

É possível combinar as técnicas e ter domínio sobre o seu conteúdo, ter isso em mente ajuda no esforço de influenciar seu público.

como escrever um artigo para blog

Tenho certeza que agora sua mente está cheia de ideias, se sim, parabéns. Isso é consequência do conhecimento organizado em sua mente.

Qual técnica usar vai depender do seu objetivo e do conteúdo que deseja passar. A título de exemplo, você pode usar a pirâmide combinada, a primeira, para gerar expectativa no leitor e prender ele até o fim do artigo, mas não cabe a qualquer tipo de conteúdo.

Você deve avaliar com cuidado o que terá em mãos quando for escrever (perfil do público, conteúdo, recursos no blog, etc.). Some tudo e escolha a que mais lhe convém.

 

Imagens para blog corporativo

 

Eis o tópico mais simples, para este reservo conselhos baseado em experiências da Agência Clave e de colegas de outras agências.

Claro que as regras básicas valem: fotos e gráficos em boa resolução, precisam ser leves, necessariamente um artigo para blog precisa ter imagens, entre outros. Para além do básico, considere:

 

Imagens relevantes – Ex.: Se está escrevendo sobre sua equipe e tem uma foto real, ela tem mais relevância que uma profissional de banco de imagem, dependendo de como ela for, trará mais conversões.

Não subestime a câmera de seu celular – com a técnica certa é possível desenvolver um trabalho incrível, mas este assunto já tratei em outro artigo (Nunca subestime o uso profissional da câmera de seu celular).

Utilize gráficos para ilustrar uma ideia – Use ferramentas do office para isso ou programas gratuitos disponíveis na internet. Considere, talvez contratar um ilustrador freelancer.

Edite as fotos – Sempre cabe melhorar a luz, exposição, etc. das fotos. Também colocar elementos para facilitar o entendimento como textos e setas, se for necessário.

Foto de capa – esta precisa atender basicamente a dois quesitos: relevância para atrair o leitor; e relação direta com o conteúdo, não se pode decepcionar o leitor.

 

 

Se tem alguma dúvida ou sentiu falta de alguma informação, comente aqui que irei acrescentar o que estiver faltando. E se já usa ou usou algumas destas técnicas, compartilhe sua experiência.

 

 

Relações Públicas e fundador da Agência Clave. Blogueiro de diversas empresas e promotor de práticas digitais mais honestas e transparentes. Um eterno orgulhoso das boas avaliações que recebe de seus clientes. Um brasileiro otimista.

Nunca subestime o uso profissional da câmera de seu celular

Pessoalmente prefiro as câmeras reflex para uso profissional, não pela qualidade, pois isso é superado sempre por celulares e outras câmeras “amadoras” mas, sim, por sua função manual que possibilita o controle total da produção da imagem. Apesar disso, uso muito o celular diariamente e, profissionalmente, acho válido. Obviamente não para todos os casos, mas para a maioria resolve com louvor.

O celular é versátil e está sempre a mão, além de evoluir tecnologicamente todo ano. Como exemplo, alguns YouTubers usam o celular para gravar, armazenar, tratar, editar, e fazer o upload de seus vídeos em qualidade HD (e ganhando dinheiro com isso). Entre outros, temos corretores de imóveis fotografando um apartamento/ casa para ter à mão quando o comprador solicitar e para anúncios em sites especializados. Os exemplos são muitos e de diversas áreas.

Já produzi conteúdos para clientes usando o celular, pois a imagem ilustrativa era para o ambiente digital e não exigia mais do que o celular poderia fazer e, com uma ajudinha do photoshop, o resultado foi excelente. Um conhecimento de fotografia sempre ajuda, aliás este é o fim deste artigo, quero pontuar algumas dicas para ajudar a melhorar a qualidade de suas fotos, e quem sabe, não use seu celular profissionalmente também e se você já usa, poderá melhorar a qualidade do seu material.

Regra dos três terços

regra-dos-tercos1Consiste em imaginar duas linhas paralelas na horizontal e duas na vertical, dividindo a imagem em três partes iguais. O ponto onde estas linhas se encontram são chamados de “pontos de ouro”. É o local mais valioso para se colocar o objeto fotografado.

 

 

Veja alguns exemplos:

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O horizonte (objeto destaque do autor) está nos dois “nós” inferiores das linhas imaginárias.
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Aqui o horizonte (objeto destaque do autor) está nos dois “nós” superiores das linhas imaginárias. Ambas lindas imagens.

Lentes para celular

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No mercado existem diversos modelos de lentes para celular, o mais popular foi desenvolvido na China (para variar) e, assim é, porquê é compatível com quase todos os celulares do mercado e não requer modificação no aparelho.

A regra para usar estas lentes é se divertir, brincar com elas. Como estas lentes não são profissionais, a qualidade maior virá de uma composição criativa e quanto mais você se diverte, mais espaço terá para a criatividade. Com criatividade é possível produzir excelentes fotos e vídeos.

O kit possui 3 lentes:

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Lente “olho de peixe”
ultrawide111
Lente “grande angular” (wide)
macro-lente-iphone1
Lente “macro”

Algumas fotos de celular premiadas:

 

Primeiro prêmio na categoria Animais. Por Erica Wu, San Francisco, Califórnia.

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Primeiro prêmio na categoria Viagens. Por Fugen Xiao, Guangdong, China.

fotos_premiadas_ippawards_2016_021

 

Segundo prêmio na categoria Pôr do Sol. Por Yongmei Wang, Chongqing, China.

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Segundo prêmio 2016. Por Robin Roberts, Carlsbad, EUA.

fotos_premiadas_ippawards_2016_091

 

Primeiro prêmio na categoria Natureza. Por Junfeng Wang From Xangai, China.

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Primeiro prêmio na categoria Flores. Por Lone Bjorn, Zurique, Suíça.

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Relações Públicas e fundador da Agência Clave. Blogueiro de diversas empresas e promotor de práticas digitais mais honestas e transparentes. Um eterno orgulhoso das boas avaliações que recebe de seus clientes. Um brasileiro otimista.

Fotos para promover hotel, restaurante e residência: como fazer?

Pensando em tirar fotos para promover seu hotel, restaurante ou vender uma casa? Saiba que os anúncios sem fotos geralmente não são considerados em uma busca na internet, e obviamente, os que possuem melhor foto em qualidade e composição têm seu destaque maior e, por consequência, a venda.

Imagine que se tenha uma boa varanda, neste caso uma foto simples do ambiente interno não vai mostrar, pois a luz externa é relativamente maior que a interna, assim se perde elementos que fazem a diferença em um anúncio. Repare no exemplo, observe que o fotógrafo (em uma boa foto comum) precisa escolher mostrar bem o interior ou, mostrar bem o vitral. Em uma terceira opção ele pode mostrar “mais ou menos” os dois, perdendo a qualidade de maneira geral.

foto para anuncio de hotel
Repare em todas as tentativas de luminosidade (abertura da câmera). Em todas, as fotos não ficam 100%, o lado interno fica muito escuro ou o externo fica muito claro.

Dica: Pergunte ao fotógrafo se conhece técnicas de HDR. Esta técnica é muito simples e consiste no equilíbrio da iluminação do ambiente para que não se perca elementos importantes na imagem.

Como funciona: Com a câmera em um tripé, tira-se três fotos, uma para capturar a luz externa, outra para interna e uma no meio termo. Depois o profissional, junta estas fotos buscando clarear onde está escuro e escurecer onde está muito claro. Isso faz a diferença na apresentação de seu empreendimento.

Exemplo: Repare na foto a seguir e veja que, mesmo a luz externa sendo mais forte, o fotógrafo conseguiu equilibrar com a fraca luz interna, além de minimizar as sombras. A primeira foi feita sem o HDR e é uma boa foto. A segunda é uma foto com HDR onde a vista, os detalhes do piso e papel de parede aparecem com mais harmonia e definição tornando a foto/anúncio/ambiente mais atraente:

fotografia para hotel

É preciso o mínimo de conhecimento para contratar um bom profissional e avaliar o seu trabalho. Este conhecimento obviamente impacta diretamente em seus negócios. Confira outros exemplos de fotos com HDR:

dsc-0169-hdr-edit-edit1.jpg.1236x617_default[1]

 

Foto para hotel

Foto HDR para hotelaria - Foto por Henrique Souza - Local Higienopolis Hotel

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Foto HDR para hotelaria - Foto por Henrique Souza - Local Higienopolis Hotel

fotografia para hotelaria

fotografia para hotelaria

fotografia para hotel

Foto HDR para hotelaria - Foto por Henrique Souza - Local Higienopolis Hotel

Foto HDR para hotelaria - Foto por Henrique Souza - Local Higienopolis Hotel

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Suite de hotel -  fotografia para hotel

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Opinião pública nos meios digitais, como administrá-la.

Recentemente, desenvolvendo uma pesquisa sobre opinião pública: como lidar com a controvérsia pública nos meios digitais, qual a diferença em relação aos meios tradicionais?

Aprofundei um pouco mais minha pesquisa e conclui algumas coisas. Aqui compartilho o que eu descobri e conto com a colaboração dos interessados no assunto para dicas, sugestões ou algo que acrescente. Eis a discussão:

É comum, diversas empresas receberem críticas e denúncias de mal atendimento nos meios digitais, também crises podem ocorrer sem aviso prévio e isso é grave. É importante lembrar que, independente da culpa da empresa, é de responsabilidade dela solucionar estes casos.

Hoje a opinião pública está munida de diversas ferramentas nas mídias sociais como Tripadvisor, Foursquare, Facebook, apps mobile diversos, entre outros.

Administrar a controvérsia pública nos meios digitais é um desafio que compete aos que são dotados de basicamente dois talentos: o primeiro é a compreensão dos conceitos teóricos e técnicos, ter a base necessária para tomar decisões que condizem com o que se deseja influenciar; e o mais importante, sensibilidade, para identificar tendências da opinião pública nos meios digitais, sua forma de pensar e de reagir a um determinado estímulo.

É preciso que se tenha bom senso para adequar uma mensagem afim de influenciar o público de forma positiva, do contrário a comunicação pode ter um efeito diferente do que se pretende.

O administrador, como um profissional ou uma agência contratada, da área de comunicação ou não, deve seguir os seguintes pré-requisitos, indispensáveis para o sucesso em administrar a opinião pública dentro dos meios digitais:

 

Quatro pré-requisitos indispensáveis na administração da opinião pública nos meios digitais

 

  • Estudo – é preciso conhecer bem quais os públicos envolvidos, identificar tendências, lideres de opinião, meios de comunicação mais usados e credíveis para os públicos. Durante este processo é importante a imersão do administrador no assunto e contexto. Quanto mais informações e conhecimento acerca do objeto mais poder sobre o mesmo terá. Mantendo sempre uma postura ética.

 

  • Planejamento – é de extrema importância manter um planejamento, por mais que a opinião pública seja dinâmica e imprevisível, pois este ajuda o administrador a manter o foco de suas ações e torna-o menos vulnerável às mudanças que ocorrem com freqüência. Mantendo sempre uma postura ética.

 

  • Respeito a opinião pública – nunca se deve subestimar a opinião pública, ela é sensível a qualquer tentativa de manipulação, e encara estas tentativas de forma negativa, porém em determinados momentos aceita influências, transmitir informações e se comunicar de forma que faça sentindo é a chave para se conectar. Mantenha sempre uma postura ética.

 

  • Avaliação – Acompanhar métodos de avaliação já existentes, constantemente, bem como criar novos meios. É fundamental para antever crises, saber como agir durante a administração da controvérsia e monitorar suas ações com relação a influenciar a controvérsia, bem como desenvolver diretrizes para as próximas ações. É preciso saber o que o público está pensando e dizendo antes, durante e depois de uma crise. Uma postura correta é sempre ouvir, em momentos de crise ou não. Afinal…quem gosta de se relacionar com alguém egocêntrico? Além de tudo, o melhor momento para se tratar uma crise é antes que ela aconteça.

 

Poder conquistado e concedido em opinião pública nos meios digitais.

“É preciso que se entenda poder como capacidade para executar uma ação com eficácia e não como força ou autoridade absoluta.”[1]
Cândido Teobaldo

Indiscutivelmente, a opinião pública possui um poder absoluto, ora manipulado, ora influenciado, ora autônomo, mas ainda assim um poder soberano. Não há poder maior na sociedade e isso deve ser respeitado.

Não se deve ser arrogante ao ponto de menosprezá-la, ignorá-la ou achar que pode ser manipulada sem conseqüências ruins.

Importante para um administrador de imagem e opinião é desenvolver e manter certo poder sobre a opinião pública sempre considerando o poder máximo que é dela.

O poder do administrador de opiniões nos meios digitais é conquistado por ele, através da postura ética e da obediência aos pré-requisitos citados anteriormente, deste modo se ganha credibilidade e “poder” concedido pelo público. Também poder de voz ativa e presença perante os públicos.

Só se obtêm este poder se a opinião pública o conceder. Pode-se afirmar que é um poder conquistado e concedido.

A opinião pública nos meios digitais tem como principal diferença o dinamismo devido ao alto nível de comunicação (comunicação rápida, cheias de recursos, e sem fronteiras) entre os indivíduos. Tudo acontece em minutos.

Outra diferença é a classificação dos públicos nos meios digitais, que no meu ponto de vista é diferente.

A classificação nas novas formas de relacionamento digitais é diferenciada e fogem ao modelo clássico (interno, externo e misto) em que a organização é o centro, mas isto é um assunto para um artigo a parte. (A classificação dos Públicos digitais)

 

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A ética no processo de influenciar a opinião pública pressupõe suprir de informações verdadeiras e de qualidade dos meios digitais, também respeitar seus direitos e limites.

Assim, o administrador da opinião pública não é quem vai incutir uma posição, ideologia ou política ao público, mas sim quem vai conciliar interesses e atuar como mediador que se foca em um resultado positivo sem prejudicar nenhuma das partes com suas respectivas posições e opiniões controversas.

________________________________________
1 Escrito em um artigo para o portal RP, disponível em: http://www.portalp.com.br/bibliotecavirtual/teobaldodeandrade/teobaldo02/0294.pdf

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RP: O Lado humano das organizações

Olá, achei muito interessante a postagem de um amigo ontem no facebook. Nesta postagem ele publicou uma imagem da resposta que seu pai recebeu da Volkswagen do brasil na época em que era apenas um bebê.

Seu pai deu-lhe o nome de Wolfgang e descobriu que o diretor da Volkswagen possuía o mesmo nome, inquieto ele mandou uma carta para ele perguntando qual o significado deste nome, uma vez que era um dos poucos no Brasil que tinha o mesmo nome. Uma simples e completa resposta foi redigida e porque não dizer que foi feita com carinho e, obviamente, um Relações Públicas, estava envolvido. Segue a imagem desta carta:

Palavras de sua postagem:

No ano de 1983, meu pai escreveu uma carta para a Volkswagen, pois, ele ficou sabendo que na época o presidente da empresa também se chamava Wolfgang, e como ele tinha o mesmo nome que eu, meu pai escreveu a carta para saber o significado, em seguida recebeu essa carta com a informação. Com muito carinho compartilho ela com vocês depois de praticamente 30 anos. Abraços, Wolfgang Santos

Imagem:

carta-volksvagem-wolfgang-relacoes-publicas
Clique para ler a carta.

Vale repetir a frase que eu uso para definir minha profissão quando me perguntam:

“Quando uma organização sente a necessidade de contratar um relações públicas, ela sente a necessidade de humanizar-se”

Esta carta é um exemplo de humildade e humanismo pois, não existia obrigação de responder, e provavelmente eles não sabiam o significado do nome, mas deu-se ao trabalho de, talvez, pesquisar e responder.

Comente sobre sua definição para esta profissão, se ainda existe pessoas que não entendem ou não valorizam o trabalho de um RP, ou até mesmo se não acha isso importante.

Postagem do Wolfgang:

No ano de 1983, meu pai escreveu uma carta para a Volkswagen, pois, ele ficou sabendo que na época o presidente da…

Posted by Wolfgang Nassif Dos Santos on Thursday, March 21, 2013

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Públicos 2.0: Quem são eles?

Quem é este público da internet? Se não é o mesmo da TV, dos jornais, do rádio, das mídias comuns… quem são eles?
Seria muito conveniente dizer que o público 2.0 é um misto de todos os perfis de públicos que já conhecemos, mas mesmo assim, qual é este perfil de público que não encontramos em mídias tradicionais?
Peço desculpas por iniciar um artigo com tantas questões, mas é a pergunta que venho me fazendo já há algum tempo e gostaria de compartilhar este anseio com vocês.
Confesso que não desenvolvi um estudo mais aprofundado do caso, mas pelas minhas rasas pesquisas vejo muitas tentativas de diversos profissionais de mídias sociais para definir este público. É muita gente estabelecendo regras e padrões, mas que são facilmente questionados quando outro “pensador 2.0” apresenta uma nova teoria. É um fenômeno instigante para estudiosos, porém muito novo para se convencionar padrões técnicos.
Com tudo eu concluo que não tem como, de imediato, fazer afirmações sobre este perfil de público, seria como esculpir em barro mole, onde de define uma forma que se perde em pouco tempo, mas nos dias de hoje, em que a crescente procura por profissionais de mídias sociais é realidade principalmente no setor privado brasileiro, em que financeiras já exigem isso para financiar investimentos de organizações privadas com juros menores, entre outros exemplos. Fica claro entender o porquê muitos tentam fundar suas bases, até mesmo incerta, em algumas teorias, pois o importante neste momento para alguns é se projetar, ainda que para isso tenha que “inventar teorias”. Obviamente não concordo com este profissional que encontramos aos montes por aí.
Retomando a discussão sobre os públicos, acredito que o melhor estudioso neste momento de incertezas é aquele que observa este fenômeno social com curiosidade e sensibilidade o suficiente para perceber a mínima movimentação.
Falar dos públicos no ambiente 2.0 é algo para poucos, espero um dia ser um destes poucos. De certo posso dizer que eles se projetam nas mídias sociais com os mesmos anseios, postura, conceito moral que nas relações sociais fora do cyber espaço, a diferença é a plataforma que altera a forma como as pessoas agem diante de um determinado fato. Explicando melhor: Imaginem uma pessoa lesada por uma empresa e o único lugar onde ela pode reclamar é no SAC da empresa, agora imaginem a mesma situação em que, além disso, ela pode publicar o ocorrido para milhares de consumidores da mesma empresa. Deste individuo percebemos que ele não mudou sua forma de pensar ou de agir, mas ele teve um poder de comunicação que possibilitou que seu pensamento sobre o fato atingisse mais pessoas em pouco tempo. Sei que isso é óbvio, mas chamo a atenção para o fato de que os fundamentos para um bom relacionamento com os públicos não muda, como: ética, transparência, respeito, etc.
Acredito que a melhor forma de responder as dúvidas do inicio da minha reflexão é delimitar para questões mais específicas e assim fazer o quanto for necessário, pois o começo do entendimento de um fenômeno tem como premissa informações de qualidade e pertinência. Então…
Como podemos fazer chegar ao público 2.0 os valores da organização?
Qual o perfil deste público, de que forma ele espera ouvir da organização o que a organização tem pra dizer, ou melhor dizendo, como a organização pode dizer ao público o que o público espera ouvir da organização nesta nova plataforma?

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classificação dos públicos

A Classificação dos Públicos no Novo Modelo de Organizações Online

Público interno e externo não existe mais!?

 

Ainda nos dias de hoje as organizações e escolas brasileiras classificam de forma simplista seus públicos através de uma referência geográfica ou física (públicos internos, externos e mistos) um modelo já ultrapassado até mesmo para o período anterior ao surgimento das mídias sociais.

Chacrinha
“Quem não se comunica se trumbica”

Obviamente esta classificação não é aplicável para as novas organizações onde seus públicos muitas vezes não obedecem aos padrões conhecidos.

Como exemplo, podemos tomar as organizações on-line (empresas de e-commerce, blogs, rádios online, grupos de discussões, grupos de pesquisas, etc.) que muitas vezes encontram seus públicos situados geograficamente em diversos locais e muitos destes são essenciais para o funcionamento da organização, como, por exemplo, em grandes blogs em que a equipe de redatores residem e desempenham suas atividades de cidades, estados e em alguns casos de países diferentes.

Também as organizações onde os colaboradores são ao mesmo tempo consumidores como em plataformas “Wiki” que permitem a edição colaborativa de conteúdos.

Massimo Di Felice coloca este fenômeno da seguinte forma:

“Pela primeira vez na história da humanidade, a comunicação se torna um processo de fluxo em que as velhas distinções entre emissor, meio e receptor se confundem e se trocam até estabelecer outras formas e outras formas e outras dinâmicas de interação, impossíveis de serem representadas segundo os modelos dos paradigmas comunicativos tradicionais (Shannon-Weaver, Katz-lazarsfeld, Eco-Fabbri etc.).” (Di Felice, 2008 p. 23)

Observa-se que as novas organizações, em grande parte, não possuem delimitações geográficas/físicas para o seu funcionamento.

Entender os públicos com quem interagem fica cada vez mais complicado se utilizar os modelos tradicionais, uma vez que agora os públicos se comportam como redes, onde não exite classificação de importância e poder. Co, tudo, é possível classificar os públicos de forma abrangente para todos os tipos de organizações?

 

 

O paradigma da classificação dos públicos digitais

 

Antes de qualquer classificação é preciso romper um paradigma, o “organocentrismo” (figura 1) onde se pensa na organização como o centro de um universo  e os públicos situam-se em sua órbita.

 

A realidade online ou offline das relações organização-público, na verdade, é de uma interação hipertextual (figura 2), onde todos situam-se em uma malha de nós e conexões e não possuem um centro.

 

Figura 1
Figura 2

 

França (2004, p. 102) observa esta realidade e define três critérios pra uma classificação lógica dos públicos: 1 critério de dependência jurídica; 2 grau de participação nos negócios e 3 o nível de interferência.

Apesar de já ser uma ruptura de muitos paradigmas ainda são critérios que não suprem a realidade das organizações atuais, pois França cita exemplos em sua classificação lógica de públicos, que contemplam apenas as empresas que visam lucro, além de ser uma teoria voltada para os negócios e pouco se considera as organizações online que muitas vezes não são constituídas de grupos de estudos, expressões artísticas, entre outros.

Estas organizações visam um objetivo em comum que não é o lucro – não diretamente – mas são organizações muitas vezes essenciais para outras que pretendem obter lucro a partir da relação com elas.

Ou seja, existem muitas organizações, principalmente as digitais, em que se o se expressar a intenção de obter lucro para seus públicos, consequentemente perdem sua força e legitimidade perante os mesmos.

 

Relação de dependência e interesse com seus públicos

 

Qualquer relação classificada a partir da dependência das partes é inconveniente, pois toda relação em que uma das partes é dependente da outra é, por natureza, uma relação doente e frágil se comparado com uma relação onde as partes se relacionam e contribuem uma com a outra de bom grado e pela causa ou interesse.

O indivíduo ou organização que depende do outro participa de uma relação na qual ele não quer mas precisa.

O que percebemos é que a classificação do mesmo público muda de acordo com o interesse da organização.

É preciso considerar o interesse da organização em determinado público antes de iniciar qualquer classificação lógica.

Assim, em minha humilde opinião, conclui que, o que defasou nos modelos conhecidos de classificação dos públicos, foram os critérios adotados para determinar o método (geograficos, por dependência, importância etc.).

Acredito que um critério mais amplo e exato para se elaborar qualquer classificação seria o interesse, pois toda relação possui um interesse, na maioria saudáveis, o qual sustenta a mútua cooperação das partes.

Confira o artigo:

Opinião pública nos meios digitais, como administrá-la.

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