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Públicos 2.0: Quem são eles?

Quem é este público da internet? Se não é o mesmo da TV, dos jornais, do rádio, das mídias comuns… quem são eles?
Seria muito conveniente dizer que o público 2.0 é um misto de todos os perfis de públicos que já conhecemos, mas mesmo assim, qual é este perfil de público que não encontramos em mídias tradicionais?
Peço desculpas por iniciar um artigo com tantas questões, mas é a pergunta que venho me fazendo já há algum tempo e gostaria de compartilhar este anseio com vocês.
Confesso que não desenvolvi um estudo mais aprofundado do caso, mas pelas minhas rasas pesquisas vejo muitas tentativas de diversos profissionais de mídias sociais para definir este público. É muita gente estabelecendo regras e padrões, mas que são facilmente questionados quando outro “pensador 2.0” apresenta uma nova teoria. É um fenômeno instigante para estudiosos, porém muito novo para se convencionar padrões técnicos.
Com tudo eu concluo que não tem como, de imediato, fazer afirmações sobre este perfil de público, seria como esculpir em barro mole, onde de define uma forma que se perde em pouco tempo, mas nos dias de hoje, em que a crescente procura por profissionais de mídias sociais é realidade principalmente no setor privado brasileiro, em que financeiras já exigem isso para financiar investimentos de organizações privadas com juros menores, entre outros exemplos. Fica claro entender o porquê muitos tentam fundar suas bases, até mesmo incerta, em algumas teorias, pois o importante neste momento para alguns é se projetar, ainda que para isso tenha que “inventar teorias”. Obviamente não concordo com este profissional que encontramos aos montes por aí.
Retomando a discussão sobre os públicos, acredito que o melhor estudioso neste momento de incertezas é aquele que observa este fenômeno social com curiosidade e sensibilidade o suficiente para perceber a mínima movimentação.
Falar dos públicos no ambiente 2.0 é algo para poucos, espero um dia ser um destes poucos. De certo posso dizer que eles se projetam nas mídias sociais com os mesmos anseios, postura, conceito moral que nas relações sociais fora do cyber espaço, a diferença é a plataforma que altera a forma como as pessoas agem diante de um determinado fato. Explicando melhor: Imaginem uma pessoa lesada por uma empresa e o único lugar onde ela pode reclamar é no SAC da empresa, agora imaginem a mesma situação em que, além disso, ela pode publicar o ocorrido para milhares de consumidores da mesma empresa. Deste individuo percebemos que ele não mudou sua forma de pensar ou de agir, mas ele teve um poder de comunicação que possibilitou que seu pensamento sobre o fato atingisse mais pessoas em pouco tempo. Sei que isso é óbvio, mas chamo a atenção para o fato de que os fundamentos para um bom relacionamento com os públicos não muda, como: ética, transparência, respeito, etc.
Acredito que a melhor forma de responder as dúvidas do inicio da minha reflexão é delimitar para questões mais específicas e assim fazer o quanto for necessário, pois o começo do entendimento de um fenômeno tem como premissa informações de qualidade e pertinência. Então…
Como podemos fazer chegar ao público 2.0 os valores da organização?
Qual o perfil deste público, de que forma ele espera ouvir da organização o que a organização tem pra dizer, ou melhor dizendo, como a organização pode dizer ao público o que o público espera ouvir da organização nesta nova plataforma?

Relações Públicas e fundador da Agência Clave. Blogueiro de diversas empresas e promotor de práticas digitais mais honestas e transparentes. Um eterno orgulhoso das boas avaliações que recebe de seus clientes. Um brasileiro otimista.